Era noite de São João…

Dividi o amor que amo em partes desproporcionalmente iguais entre cada você que amei (você sabe se): a conta não fechou.

Sobrou amor no peito, sobrou rejeito, sobrou como resto de bolo, fim de festa: meleca de doce, salgados, algaravia, pança cheia.

Na festa que sonhei, faltou gente demais. E a conta não fechou.

De tantos vocês que amei, faltou um qualquer. Que enchesse de som, talvez, o vazio das manhãs quietas de domingos e calasse a dor de encarar as segundas.

Nos dias úteis, a sensação que – oca – ecoa, diz tão inútil, esse amor, essa conta não fecha!

E nestes dias sem fim, vivendo a um palmo e meio de uma forma inteligente a se multiplicar sem saber pra que, perguntar pelo nexo entre o bolo e as formigas é querer demais.

Computados os mortos, descartados os vivos… a conta não fecha.

Sobre lifega

Ande um pouco comigo, antes de me perguntar quem sou.
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