A cultura do medo e a perversidade “pós-moderna”

Não se impressionem. O título é esse mesmo. Vivemos na cultura do medo. Modernidade líquida? Que nada! Medo concreto. Pesado. Denso. “Bruto”, como diz uma amiga 20 anos mais nova, na nova gíria da hora.

Quero escrever mais sobre isso, mas não dá. Não tenho tempo. O tempo, esse sim, é líquido. Esvai-se – rápido, ligeiro e frio. Pelos dedos, pelos olhos, pelos dias.

Isso é o que liquida possibilidades para além da pós-qualquer-coisa.

Quão importante, quanto vale, quanto pesa dar nome a um tempo em que a perplexidade toma conta de quem não está acostumado com essa “ética”…

Essa ética instantânea, que faz do outro que me serve alguém a quem eu respeito e faz do outro que não respeito, porque não me serve (ou penso que), algo absolutamente descartável?!?

Ora, não dizem os ensinamentos psicopato-qualquer-coisa que o perverso, no lugar de gente, vê coisas?

Então, Herr Freud, não somos todos perversos polimorfos. Somos todos uns tontos, isso sim, a deixar a vida passar, ligeira e cantarolante, enquanto nos esfaqueamos e, se sobrevivemos, (nos) pedimos desculpas.

Modernidade líquida? Sim: líquida e sanguinolenta.

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Sobre lifega

Ande um pouco comigo, antes de me perguntar quem sou.
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