O Escafandro e a Borboleta

No começo da semana passada assisti a esse filme. (Veja, aqui, a sinopse e comentários). A experiência cinematográfica, pelo que andei lendo de comentários na net, não agrada a todos na mesma medida. Em alguns casos, inclusive, desagradou bastante, parece. A mim, tocou. 

O que acontece com o protagonista sugere um paralelo com as limitações que algumas pessoas com deficiências severas que conheço parecem viver. Compreendem, ouvem e veem tudo ao seu redor. Mas têm restrições motoras e, às vezes, de outra ordem, que lhes impedem de interagir, a não ser que encontrem recursos que façam as vezes de mediadores – como é o caso das pranchas de comunicação alternativa – ao mesmo tempo em que precisam ter a sorte de encontrar profissionais interessados e implicados, especialmente se não possuírem grana para investir em tratamentos/assistência particulares. 

O ator (Mathieu Amalric) que interpreta o personagem principal (o próprio Jean-Do)  e a atriz (Anne Consigny) que faz o papel da assistente que registra suas palavras figuram também em outro filme francês bem interessante, chamado “Um Conto de Natal” (que tem a Catherine Deneuve no papel da matriarca). Veja, aqui, um comentário sobre esse filme.

É engraçado notar como tem gente que detesta cinema francês. Acha confuso, acha sem sal, sem graça, acha muito louco…  e eu acho tudo um barato, porque os acho tão plausíveis, tão possíveis e sempre beirando a total falta de verossimilhança… São tão óbvios, tão humanos, tão possíveis!

Aí vai, então, a sugestão de mais um, que considero imperdível: “Há tanto tempo que te amo”. (Veja, aqui, a sinopse e comentários) De uma delicadeza, de uma força e, claro, com uma atriz também imperdível, só por suas expressões faciais mais prosaicas: Kristin Scott-Thomas.

Agora, interessada em conhecer o texto integral escrito por Jean-Dominique Bauby, apenas pelo piscar do olho esquerdo – a única parte de seu corpo sobre a qual ele conseguia controle, após o acidente vascular-cerebral que sofreu – acabei encomendando o livro. E, ousada, resolvi que vou ler no original, em francês. Acho que pode ser coisa de olho esquerdo…

Post Scriptum: Quanto às críticas de cinema, o fato de sugerir links, aqui, não significa que eu concorde, necessariamente, com os comentários.

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