Presidenta.

Se alguém tem dúvida quanto ao uso do substantivo flexionado da forma acima, este não é o meu caso.

Sem ferir a nossa língua – pelo contrário – opto descaradamente pela flexão de gênero, porque não é possível deixar passar em brancas nuv…  letras a primeira vez em que uma mulher é eleita para exercer o mais alto cargo executivo do Brasil.

Presidenta, forma autorizada pela gramática estática e pela “norma culta” fica muito mais bonita e gostosa para falar, quando a gente sabe que o que vale é a língua viva e o que ela diz. Presidenta diz mulher, em alto e bom som. E isso não é pouco. E é assim que fazemos a História: vivos e atuantes. Homens e mulheres. Brasileiros que somos.

Seja bem-vinda, Dilma Roussef! PRESIDENTA.

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2 respostas para Presidenta.

  1. Roseli Silva disse:

    Excelente texto! Um viva para nossa Presidenta!

    • adeuscafofo disse:

      No documentário “José e Pilar”, há uma cena em que Pilar é entrevistada por uma TV portuguesa. Ela, categoricamente, corrige o uso indevido da palavra pelo repórter, declarando-se “Presidenta” da Fundação José Saramago.
      De fato, flexionar o gênero – sobretudo no que diz respeito às situações em que uma mulher ocupa um cargo de poder na esfera social – dá visibilidade a um fenômeno histórico e político de desigualdade que precisa ser lembrado, sobretudo nesse mundo em que facinho qualquer discurso naturaliza o que é de “outra natureza”…

      Mas sabe que outro dia, falando precisamente sobre esse assunto (veja que coisa, com o presidente de uma entidade em companhia de sua namorada, presidente/a de outra entidade, parceira da dele), pois então, nessa conversa regada a muitas piadas, ele defendeu a manutenção do termo igual para os dois casos, por um argumento que me pareceu interessante.

      Dizia ele algo como: ” Acho que determinadas palavras deveriam servir para nomear ambos os gêneros, sem estarem atreladas a nenhum deles. No mais, se for pra flexionar presidente, outras palavras terminadas pelo sufixo “ente” teriam que ser flexionadas, o que seria no mínimo engraçado, veja só: “dependenta”, “proponenta”, “requerenta”, “atendenta” etc.

      Faz sentido, não?

      Abraço,

      Thaís S. Goldstein

      Thaís S. Goldstein

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