12 de junho

Hoje é um dia em que casais celebram sua união e aquietam suas desavenças.

Hoje é um dia em que, para alguns, a dor do abandono tende a ser inflacionada pela sensação de não ter sido desejada/o por alguém que se desejava.

Hoje é um dia em que quem vende ilusões mais uma vez tentará se apropriar do tema.

Hoje é um dia comum, pra bastante gente.

Mas, como hoje é o Dia dos Namorados, quero celebrar esse troço que chamamos de Amor e contar pra vocês que estou aqui em casa feliz, até onde dá pra estar, na companhia do amor da minha vida, da minha amada e eterna companheira: eu.

E juro que não é narcisismo.
Mas, se for, *aguei pra isso.

Feliz Dia de Celebrar a presença ou a ausência do Outro nas nossas vidas!

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Era noite de São João…

Dividi o amor que amo em partes desproporcionalmente iguais entre cada você que amei (você sabe se): a conta não fechou.

Sobrou amor no peito, sobrou rejeito, sobrou como resto de bolo, fim de festa: meleca de doce, salgados, algaravia, pança cheia.

Na festa que sonhei, faltou gente demais. E a conta não fechou.

De tantos vocês que amei, faltou um qualquer. Que enchesse de som, talvez, o vazio das manhãs quietas de domingos e calasse a dor de encarar as segundas.

Nos dias úteis, a sensação que – oca – ecoa, diz tão inútil, esse amor, essa conta não fecha!

E nestes dias sem fim, vivendo a um palmo e meio de uma forma inteligente a se multiplicar sem saber pra que, perguntar pelo nexo entre o bolo e as formigas é querer demais.

Computados os mortos, descartados os vivos… a conta não fecha.

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10 motivos para me odiar para sempre, s.m.j.

1. Você

2. não

3. precisa

4. gostar

5. de

6. mim

7. para

8. que

9. eu

10. exista.

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Bio-grafo

I

De reminiscências sofre a histérica, dizia o Freud. Como pode?

Isso é ser tosco, bronco ou profeta?

Ele que não se meta – e quem sabe não era a Klein, e sua treta com a teta, quem tinha mais razão.

Fiquei aqui, assistindo aquela Ana Carolina e me veio a poesia esquisita, quase como alguém que vem de outro mundo e dita.

Não adianta, não faz mal que eu me repita.

Mas a poesia esquisita era essa uma que me diz ser eu um recordar incessante… justamente de o que não fui.

Narcisismo? Não. Biografia!

II

Tenho quase cinquenta anos.

A esta altura, não falo baixo: murmuro.

Não fico nem mais de um minuto em cima de muros.

Eu desço, vou ao chão, mas não me rendo: tendo ao infinito.

E nesse mais um poema que faço, esquisito, não brigo nem grito: furo meus próprios erros com o dedo do meio, invicto.

[Sampa, 03.03.07]

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dia de mães

Sim, por certo. Todas as mulheres que se fazem e são feitas mães estão aqui, em mim.

Mas é às mães que perderam suas filhas, seus filhos, para o vírus e a estupidez desgovernante que quero render homenagem.

É também às filhas e aos filhos daquelas a quem mal puderam enterrar, meu profundo respeito e pesar.

Minha homenagem a elas e eles, doída e sincera.

Porque sobreviveram e ora precisam viver com essa ausência.

Sabíamos que ela vem, que ela viria, um dia. Só não sabíamos, desconfio que jamais saberemos, o que fazer com tanto luto junto.

Com tanto luto, só juntos. Que ainda sabemos ser juntos.

Que ainda saibamos o amor.

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Hong Kong é do lado de Macau

Em Macau se fala… português.

Uma vez sonhei que estava em uma cidade ao lado de Hong Kong. E que eu falava em português e todo o mundo me entendia.

Na época, não tinha noção de nada disso.

Hoje, eu só queria falar uma língua que todas e todos entendessem. E vice-versa.

Mas tudo não passou de um sonho.

Entendedores entenderão.

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15 de janeiro

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14 de janeiro

Ia fazer um meme crítico. Saiu um poeminha:

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Tragicomédias do cotidiano

Vidro de azeite quebrado no chão de porcelanato.

Playlists maravilhosas intransferíveis para o cartão de memória.

A atração entre a roupa branca lavadinha e o chão.

A bateria do celular descarregada no meio da dr.

O cocô do cachorro do vizinho no meio da escada.

O mergulho na piscina com os óculos no pescoço.

A profusão de umbigos aconselhando a humanidade.

Canções e canções e canções martelando a impossibilidade do amor.

Palavras demais para esconder covardias.

Frases e frases e frases para se fazer importante.

O silêncio de quem não sabe o que dizer.

E o silêncio de quem não tem mais o que falar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Da cozinha douda da Tia Lili (3)

EM TEMPOS DE DIETA LOW CARB, aí vai uma receita bem gostosa, que dá sustança e saciedade.

INGREDIENTES:

150 gr de carne magra moída (eu usei patinho)

1 colher de sopa de azeite (eu gosto dos gregos)

2 colheres de sopa de farinha de amêndoas (eu compro pronta, mas é só triturar as amêndoas)

uma cenoura crua ralada

um pouco de cebola picada (mas pode ser desidratada, se vc preferir, como eu)

sal

pimenta rosa

MODO DE FAZER:

Em uma frigideira ou panela boa, aqueça o azeite, refogue a cebola e já ponha a carne. Evite que a carne solte água. Assim que ela começar a cozinhar/fritar, você acrescenta a farinha de amêndoas, dá uma misturada, prá carne ficar sequinha, mas não esturricada e, em seguida, coloca a cenoura ralada. Misture bem, mas não deixe demais, prá não murchar…

Finalize com pimenta rosa, um pouco moída e um pouco inteira.

Serve de 1 a 2 pessoas.

 

 

 

 

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